A utilização das mídias na escola e na sala de aula trouxe à tona a necessidade de o professor reconstruir sua prática pedagógica, para que a educação atual não se torne obsoleta e perca seu objetivo maior, que é o sucesso do ensino-aprendizagem. Para isso, o professor para essa nova geração precisa acompanhar a evolução da tecnologia, sabendo usar pedagogicamente as mídias, integrando-as ao seu fazer pedagógico, enfatizando novas formas de ensinar, por meio do trabalho por projetos e da interdisciplinaridade, favorecendo o aprendizado contextualizado do aluno e a construção do conhecimento.
Uma forma eficaz de potencializar a reconstrução da prática pedagógica é o professor se dispor a desenvolver projetos no âmbito escolar que permitam ao aluno construir conhecimento a partir da interação com seus pares, numa troca de saberes onde o professor também aprende ao mesmo tempo em que ensina. O trabalho por projetos propicia que as informações sejam interpretadas, ressignificadas e possivelmente representadas em outras situações de aprendizagem que possibilitem ao aluno transformar as informações em conhecimento.
Além disso, permite ainda ao fazer pedagógico segundo Valente uma postura que concebe a aprendizagem como um processo que o aluno constrói como produto do processamento, da interpretação, da compreensão da informação. Através do trabalho de grupo é possível fazer a ressignificação também do papel da escola como organização produtora de conhecimento. Assim, o professor também é desafiado a assumir uma postura de aprendiz ativo, crítico e criativo, articulador do ensino com a pesquisa, constante investigador sobre o aluno, sobre seu nível de desenvolvimento cognitivo, social e afetivo, sobre sua forma de linguagem, expectativas e necessidades, sobre seu estilo de escrita, sobre seu contexto e sua cultura.
Um outro aspecto necessário à formação do professor na perspectiva de potencializar a reconstrução da prática pedagógica é a realização de atividades interdisciplinares, buscando na troca, entre as disciplinas, a produção de novos conhecimentos e permitindo ao educando encontrar novos caminhos e diferentes alternativas para construir seu próprio projeto de integração das mídias à sua aprendizagem, tornando-a significativa. Esta possibilidade, evidenciada no exemplo do trabalho interdisciplinar, está pautada na perspectiva de aprendizagem em rede, que se constitui em assumir uma postura de “aprendente” e de “ensinante”. É por meio do trabalho colaborativo, compartilhado e coletivamente significativo que este tipo de aprendizagem pode ocorrer. É neste processo de aprender coletivamente que todos se fortalecem na sua singularidade.
No entanto, para que o professor possa expandir o seu olhar para outros horizontes, é importante ainda que ele esteja engajado em programas de formação continuada, refletindo sobre as práticas realizadas e em busca de alternativas para avançar no trabalho de integração das mídias ao conhecimento, e ainda ser capaz de redimensionar o papel da escola como espaço de construção de conhecimento. Segundo Prado, a formação continuada do professor é importante para que ele tenha condições de desenvolver práticas pedagógicas com projetos que favoreçam a recontextualização do conhecimento na escola e na vida do aluno, a produção colaborativa de representações que engajam os alunos como aprendizes, construtores de significados.
Enfim, Compreender as diferentes formas de representação e comunicação propiciadas pelas tecnologias disponíveis na escola, bem como criar dinâmicas que permitam estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das mídias, são desafios para a educação atual e não como realizar aprendizagem exitosa distanciado desta nova realidade.
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